Friendship

 

by vivi

A vida é a arte do encontro e do desencontro. Encontrei diversas estrelas e cometas que marcaram história na minha vida. Cada época, um tipo de amizade. E, às vezes, a mesma amizade em todas as épocas.

Não sei viver sozinha, e ter amigos é o meu afago! Costumo dizer que pra ser amigo não é preciso estar o tempo todo com o outro. Tenho amigos que se fazem presentes na distância e outros não tão presentes, mas sempre amigos.

Nunca escolhi os amigos que tive. Eles sempre vieram e se foram com liberdade e naturalidade. Acredito que numa atração energética, atrai seres com defeitos e qualidades essenciais para me ajudar a conhecer a mim mesma.

Perdi amigos que não gostaria… Por sinceridade demais, ou por falta, da parte deles ou da minha. Mas a perda faz parte da renovação. E só o tempo irá dizer se um dia os encontrarei cruzando o mesmo caminho que eu. Saudade? Pouca. Sou do tipo que vivo do presente e acredita que tudo o que acontece tem um porquê. E só por isso os desencontros são perdoados!

Não desejo ter mais e mais amigos. Quero manter ou renovar os que já tenho. Prefiro algumas lágrimas sinceras no dia do meu desencarne, do que choros soluçantes, porém teatrais.

Pra mim não existe mais amigo ou menos amigo. Não se mede a amizade pelo quanto de contato há. Apenas dá pra sentir quem é seu amigo! Às vezes a gente se engana, mas faz parte do crescimento, do aprender a apurar o “faro de bons amigos”.

Desejo um universo de boas possibilidades para os meus amigos e os agradeço ( a todos que foram e que ainda o são), por me deixar ser chata e espaçosa, me amando mesmo assim.

Agora vou deixar um texto do Marcos Lara Rezende, para os meus loucos e santos amigos:

“Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que
tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.  
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.  
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
 Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.  

Não quero amigos adultos nem chatos.
 Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

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