Reflexão incomodada

Ovelhas de Israel

Olha, eu tenho muita coisa a ser dita. Mas não tenho nada para falar se você não consegue entender ao menos uma coisa: que nós somos seres espirituais vivendo uma experiência física com o objetivo de evoluir, de nos tornarmos perfeitos.

Se você não entende isso pode parar por aqui. Vai navegar no You Tube, vai ver TV, vai dar um passeio. Só não continua lendo… E saiba que tem uma trilha enorme para ser percorrida antes de começar a entender só esse primeiro ponto acima. Mas é preciso querer entender isso. Good luck or What a shame!

Bem, aos que tem alguma familiaridade com a sentença feita no primeiro parágrafo, eu quero fazer um desabafo. É muito difícil estar no mundo sem ser do mundo, como disse o grande Paulo de Tarso. O processo da reforma íntima é doloroso, demorado, é uma verdadeira lapidação.

Tenho visto e ouvido pessoas alheias a isso tudo. Vivendo de desfrutar os prazeres momentâneos sem nenhuma preocupação com o futuro. São jovens sem compromissos e responsabilidades, são pais sem preocupação com a educação dos filhos e até inconscientes do seu papel na família, crianças sem rumo e com mais problemas que as da geração anterior, pessoas cheias de preconceito que não sabem se colocar no lugar do outro e entender ou ao menos respeitar… Tantos exemplos tristes.

Escuto se falar em meninas jogando fora sua juventude em busca do prazer e das facilidades que o dinheiro pode dar, procurando homens casados que por sua vez desonram o compromisso que têm com sua própria família. Fala-se de jovens e adultos entregues aos vícios: cigarro, drogas ilícitas, álcool. Não se divertem sem alguma dessas substâncias na corrente sanguínea. E depois que o frenesi acaba anseiam por mais. Porque o prazer da vida material é assim: precisa de mais quantidade e frequência. Sempre mais, fazendo o ser humano ser um dependente do prazer a todo custo.

Só se ouve música que fale de sexo ou violência, do mesmo jeito que só se assiste o que tem esses mesmos temas. Parece que as pessoas não querem viver em paz. Afinal, quem procura 2, 3 homens ou mulheres para se relacionar de vez, com certeza quer problema e o tal do prazer que nunca satisfaz. Quem procura viver uma viga regada a gorduras, industrializados, refrigerantes, álcool, cigarro e falta de exercício físico também não quer viver em paz, pois sabe que está destruindo mais rápido sua máquina física.

“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.” E quando chegar a hora de colher o que plantamos na nossa vida muitos vão olhar para os céus e clamar a Deus, perguntar o que fez, o por que de tantos tormentos. Esquecendo que não existem vítimas. Somos nossos algozes.

É duro e triste viver num mundo onde poucos decidem pela reforma íntima e estão inconscientes do motivos para estarmos aqui. É visível a falta de conexão verdadeira com a espiritualidade Maior. Somos sempre taxados de diferentes, estranhos, metidos, superiores. Somos tratados com ironia, desprezo, mas muita inveja. Afinal, a vida de quem luta para evoluir espiritualmente é cheia de espinhos mas com uma paz interior de causar muita inveja. Uma fé, uma coragem inabalável!

Desde cedo precisamos aprender a conviver com um número cada vez mais reduzido de melhores amigos, vamos nos afastando, não conseguimos mais frequentar os mesmos lugares nem andar mais com as mesmas pessoas. Enxergamos e ouvimos nitidamente tudo. É tudo muito claro quando abrimos os olhos. E por isso sofremos mais que os que estão de olhos fechados, pois eles não percebem todo o mal.

Agradeço a Doutrina Espírita por esse despertar!!!! Agradeço a Jesus por esta revelação maravilhosa! E a cada dia que mudo algo para meu progresso mais vejo o quanto ainda tenho que mudar. E oro muito por todos que não enxergam nada disso. É uma pena! Mas o Cristo disse que nenhuma ovelha se perderá. E não hão de se perder mesmo!

Our monsters

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Havia um homem que não se acostumava com a paz e a alegria de sua rotina. Precisava incitar momentos de tensão para sentir a adrenalina que o fazia se sentir vivo.

Com isso, acabava com um, dois, cinco dias bons. O tempo corria manchado com as pegadas da sua ira. Quantos risos, quantos olhares, quantos beijos jogados fora? Coisas que não voltam atrás.

O homem se saciava no turbilhão que causava tal qual um dependente químico. Entrava em êxtase, mas o efeito passava e ele ansiava pela sua rotina novamente. Mais um período de paz se iniciava. Ele se sentia bem. Mas não saberia dizer até quando aquilo seria suficiente para ele.

Esse homem parecia não saber o que ele queria de verdade. Parecia viver em guerra consigo mesmo num momento de transição da personalidade. Reclamava do que faziam com ele, mas logo depois era ele quem fazia aquilo mesmo. Sua dor parecia ser maior que a de todos. E no julgamento nunca esgotava todas as informações antes do seu veredicto que era sempre a seu favor.

Ele vivia assombrado por fantasmas do passado. Fantasmas que colocaram na vida dele e que consistem num trabalho muito árduo para se desfazer. Mas tem momentos que esse homem reconhece, tem momentos que não. E esses fantasmas vão e vem. Por isso ele não é leve. E seu peso o envelhece. Às vezes parece ser outra pessoa, aquele que não pode se sentir inferior, que vive competindo, querendo ter razão até no que ele mesmo sabe que não tem.

Às vezes é doce, sensível e exímio cobrador. Cobrando mais, mais e mais do que até ele nem mesmo faz. Não enxerga o que é feito, só o que deixou de ser feito. Esse homem enxerga tudo a partir da perspectiva dele como o centro. Esse homem é triste e sempre será.

But we hope no…

“Down em mim”

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Hoje me lembrei do Cazuza ao pensar em como ando me sentindo: “eu ando tão down…”

Estou desanimada, cansada das pessoas. Sei que sempre tive muita esperança nelas, mas hoje me pego desiludida: será que tem jeito?

Como dizem que querem que o mundo evolua, vá pra frente, se agem e pensam com uma cabeça presa ao passado, a idéias que não cabem mais na verdadeira vontade de harmonia planetária?

Era uma blasfêmia o voto feminino. Hoje veêm o quanto é normal. O negro não podia frequentar nem o mesmo espaço na igreja que o branco. Hoje já se vê o quão ridículo isso era.

Será que não conseguem ver que futuramente vamos (espero que uma maioria crescente), olhar pra trás e ver que nossos tabus e preconceitos não cabem mais? Dizer: não acredito que pensávamos assim!!!”

Gente que releva em prol da paz, que entende que o diferente é normal, que somos todos iguais aos olhos de Deus, que o Amor pode tudo… Precisamos de mais e mais gente assim.

Sabem o que me conforta? Lembro de uma história que ouvi sobre uma experiência feita numa ilha deserta com macacos. Todos descascavam a banana do mesmo jeito. Os pesquisadores ensinaram apenas um macaco a descascar de uma outra forma e, cada vez mais, observaram que os outros macacos, inclusive em outros lugares do mundo, começaram a descascar diferente também. Ou seja, uma cabeça mudando já passa aquela energia nova pra atmosfera terrestre e aos poucos tudo muda. Espero que seja assim…